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19/11/2009
Automação dá maior segurança a oleodutos da Transpetro
Vector Engenharia desenvolve sistemas de telesupervisão e telemetria para tornar ainda mais segura a operação de dutos da subsidiária da Petrobras que atravessam milhares de quilômetros por três estados brasileiros

O Centro de Controle Operacional (CCO) do sistema Sul de distribuição de combustíveis da Transpetro, empresa responsável pelo transporte dos produtos petroquímicos da Petrobrás, localizado em São Francisco do Sul (SC), acaba de ganhar um novo e sofisticado aparelhamento para monitorar e controlar à distância a segurança de milhares de quilômetros de oleodutos espalhados pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O projeto foi integralmente desenvolvido e implantado pela Vector Engenharia, empresa com mais de 20 anos de expertise em automação de processos.

O projeto é tão grande quanto o seu nome completo – Sistema de Telesupervisão para Monitoramento de Retificadores e Válvulas de Drenagem de Sistemas de Proteção Catódica de Oleodutos, Terminais e Píers. A megaestrutura é destinada a evitar acidentes e a manter em perfeito funcionamento cada metro da tubulação que carrega subprodutos de petróleo. No total, os engenheiros da Vector criaram, instalaram e colocaram em operação 50 Unidades Terminais Remotas, cada qual dotada de Controladores Lógicos Programáveis para assistir centenas de sensores e transdutores conectados a 26 equipamentos de proteção catódica dos dutos. Foram também desenvolvidas 17 pequenas centrais concentradoras, que recebem informações das UTR e as transmitem ao CCO via radiofreqüência. Além da montagem de equipamentos em sua fábrica de Americana, no interior de São Paulo, a Vector cuidou do desenvolvimento de parte do software especializado e das obras de engenharia civil necessárias para abrigo da aparelhagem eletrônica em campo.

Os oleodutos, embora feitos de material resistente e tratados quimicamente para minimizar a corrosão, estão instalados ao tempo e sofrem agressão natural contínua ao longo das grandes distâncias que percorrem, muitas vezes sob a terra. Esses fatores inviabilizam a checagem local contínua dos dutos. “A automação é um coadjuvante de peso no sistema de manutenção preventiva e de ação pontual em quaisquer pontos dos dutos que apresentem possibilidade de problemas futuros”, explica o engenheiro André Araújo, diretor Comercial e de Marketing da Vector. “Estamos falando em dispositivos pelos quais transitam bilhões de litros de produtos químicos, nos quais qualquer falha pode ser catastrófica para o meio-ambiente ou mesmo populações próximas. Neles, a segurança nunca é demais”.

O principal ponto dos sistemas desenvolvidos pela Vector é dar apoio automatizado à Proteção Catódica dos dutos e terminais a eles conectados. A Proteção Catódica, na verdade é basicamente um sistema que injeta ou drena correntes elétricas controladas nos dutos, deixando-os eletrizados (orientação dos elétrons). O que se observa ao longo de grandes tubulações metálicas é que, mesmo enterradas, elas acabam gerando cargas elétricas, e ficam eletricamente carregadas em relação à terra. O efeito natural, quando isso ocorre, é que a estrutura carregada perca elétrons livres ou ´desorientados`, puxados pela terra – isto é, perca massa. Ao longo do tempo, o duto vai se tornando mais e mais fino. É o que todos conhecem como “ferrugem”.

As informações obtidas pela malha de sensores são enviadas em tempo real ao CCO, ficando disponível tanto nos computadores dos operadores locais quanto na intranet da empresa. Na Central, a Vector instalou um sistema de supervisão que monitora à distância uma série de variáveis, incluindo diferença de tensão entre duto e solo, funcionamento de retificadores e até invasões de construções remotas onde estão os equipamentos. No total, há 1,4 mil pontos de controle e de coleta de dados nas unidades remotas.

Também foi implantado um sistema de Telesupervisão, composto por unidades terminais remotas, unidades de comunicação e centralização e software de interface com o sistema supervisório da Transpetro, além de dispositivo para enviar as informações à intranet da empresa. Segundo Andre Araújo, o sistema tem capacidade instalada para telesupervisionar até 500 unidades remotas.

No CCO, os usuários podem visualizar cada retificador, navegando por medições históricas ou solicitando gráficos de tendências. Criado em páginas web, para tornar o processo de controle mais simples, o módulo de telesupervisão mostra localização de dutos e terminais em um mapa com a visão geral do sistema, além de tabelas com resultados das medições em tempo real ou histórico e alarmes de mau-funcionamento, entre vários outros.


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