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11/03/2014
Especialista cria lista de "deveres de casa" para evitar corrupção corporativa
Considerado o maior especialista do Brasil em crimes no mercado financeiro, advogado internacional Barry Wolfe diz que medidas simples - como negar poder a míni-déspotas - inibem em até 80% formação de "clusters de corrupção"

Com clientes no top-10 das maiores empresas em operação no Brasil e mais de 20 anos de investigações de corrupção no meio corporativo e de planejamento de compliance, o advogado britânico Barry Wolfe vem se sentindo, como em raros momentos de sua carreira, um peixe dentro da água. Acostumado a transitar nas altas cúpulas de grandes empresas de forma quase sempre elíptica, com a discrição que seu negócio de “Sherlock Holmes do mundo dos negócios” exige, Wolfe nestes tempos de Lei Anticorrupção tem sido levado a se mostrar bem mais do que de costume.

Não se trata, porém, de problema para esse escocês formado em Cambridge e com especialização em Criminologia e Direito Internacional que há 28 anos trocou o frio de Londres pelo eventual calor paulistano. “Estou gostando da quase fama”, ri. “O problema é que, se eu deixar, uso mais tempo ao telefone que nas investigações.”

Com base em sua experiência de descoberta de dezenas de casos de fraudes e tentativas de corrupção e nas consultas que vem recebendo em decorrência dos rigores da lei federal 12.846, Wolfe criou um pequeno manual de “deveres de casa” para empreendedores e altos executivos que não querem correr o risco de ver suas companhias envolvidas em desgastantes casos de crimes corporativos. “São só algumas dicas simples para ajudar enquanto o pessoal prepara suas novas medidas de compliance”, explica Barry, “mas penso que 80% dos casos que já atendi não teriam ocorrido se coisas assim tivessem sido levadas em consideração.”

Os 11 Deveres de Casa de Wolfe

1.      A ideia “top down” tem de ser vital como um coração: o compromisso com a ética deve vir de cima para baixo na hierarquia corporativa, que precisa exercitar de fato e a cada momento a “gestão pelo exemplo”.

2.      Em um dilema entre ética e competência, opte pela primeira. Erros éticos são mais simples de consertar que “acertos” não éticos.

3.      Trate funcionários com respeito. O desrespeito é uma das grandes causas de males corporativos que vão bem além de processos e coisas assim.

4.      Seja leal com seus subalternos se quer que eles também sejam leais para com você e a empresa. Funcionários com orgulho do local onde trabalham vestem a camisa e ajudam a combater erros e posturas não éticas.

5.      Isso pode soar polêmico, mas vá em frente: pesquise parceiros, fornecedores e funcionários antes de cadastrá-los ou contratá-los. É comum fraudadores habituais serem aceitos em empresas íntegras simplesmente porque elas não pesquisaram antes.

6.      Incentive condutas agregadoras e não dê chance ao azar em relação a funcionários desagregadores: os demita. O eventual bem que eles possam fazer é pouco perto do mal que distribuem corroendo as equipes.

7.      Mantenha abertos canais claros e formais de comunicação em todos os escalões da empresa. Estruturas informalizadas tendem a criar “buracos negros” dentro do quais informações sobre ameaças potenciais podem desaparecer.

8.      Crie processos simples para que fluam informações e se resolvam rapidamente questões de dilemas éticos, conflitos de interesse, resolução de disputas e reclamações.

9.      Com relação a denúncias de fraudes ou outros potenciais mal feitos, crie processos com garantias de proteção e, até, incentivos e recompensas.

10.  Evite concentração de poder nas mãos de míni-déspotas – personalidades dominantes tendem a ter certa liberdade abusiva em relações de poder, no limite exercendo tirania, intolerância e intimidação.

11.  Há quatro grandes perfis de funcionários – o Competente Ético, o Competente Antiético, o Incompetente Ético e o Incompetente Antiético. Curiosamente, a tendência é promover o Competente Antiético e levá-lo ao topo, porque aparentemente ele dá resultado para a empresa. Mas é só aparência: o ideal é demiti-lo. Tratam-se de pessoas perigosas para a saúde corporativa. 

Allameda.com 
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